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Volume 5 – Número 11

Ganho ponderal pós-gastrostomia em crianças com paralisia cerebral e tetraplegia espástica
O objetivo deste estudo foi avaliar a evolução ponderal pós-gastrostomia em crianças com paralisia cerebral tipo tetra-plegia espástica. Mediante análise de variância para dados pareados, 33 crianças foram avaliadas nos momentos: 6 meses antes, à gastrostomia, 6 meses e 18-24 meses após. A mediana da idade à gastrostomia foi de 48,1 meses. 75,8% eram do gênero masculino. Houve ganho ponderal na comparação dos momentos: 6 meses antes, à gastrostomia e 6 meses após em relação a 18-24 meses após (p<0,001). Utilizando-se referencial específico de crescimento para paralisia cerebral, à gastrostomia e 18-24 meses após as crianças apresentavam percentil ≤10 (respectivamente, 52,4% e 33,3%) e >10 (respectivamente, 47,6% e 66,6%). As medianas do escore z do peso foram: 6 meses antes (-5,1), à gastrostomia (-5,0), 6 meses após (-4,7) e 18-24 meses após (-4,4), não havendo diferença significativa. Escore z ≤-2 foi observado em 75% das crianças 6 meses antes, 81,8% à gastrostomia, 75% 6 meses após e 64,5% 18-24 meses após. Na análise da mediana da idade, para as crianças com idade ≤ 48,1 meses não houve diferenças no escore z nos diferentes momentos. Para aquelas com idade >48,1 meses houve diferença significativa entre 6 meses antes e 18-24 meses após. Considerando as crianças mais (z≤-5,0) e menos (z>-5,0) comprometidas nutricionalmente, houve diferença significativa entre as mais comprometidas (p = 0,04) na comparação entre gastrostomia com 6 meses após e com 18-24 meses após. Este estudo demonstrou que 18-24 meses após a gastrostomia houve aumento ponderal para todas as crianças e aumento do escore z do peso naquelas com mais idade e mais comprometidas nutricionalmente.
Descritores: Paralisia cerebral – Gastrostomia – Ganho ponderal.
Nilton Carlos Machado, Adriana Sayuri Kubo, Camila Maria de Arruda, Valéria Nóbrega da Silva, Mary de Assis Carvalho
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2011; 5(11):4-9.
Contribuições de um software de realidade aumentada musical para a estimulação de habilidades motoras em sessões de musicoterapia para pacientes enquadrados em um centro de reabilitação
Este estudo teve como objetivo investigar as contribuições de um software de realidade aumentada musical utilizado em sessões de Musicoterapia com pacientes com Paralisia Cerebral (PC). Participaram três pacientes com PC e um musicoterapeuta. Inicialmente, foi feita uma avaliação de aplicabilidade da tecnologia em intervenções de Musicoterapia, com o intuito de familiarizar o musicoterapeuta com o software e verificar a possibilidade de uso em intervenções de Musicoterapia. Nessa etapa, o musicoterapeuta criou um planejamento de atividades musicais que poderiam ser realizadas com seus pacientes com o apoio do software. Em seguida, foram feitos experimentos de uso do software com os pacientes em tratamento no setor de Musicoterapia da AACD. As atividades foram desenvolvidas em três sessões com dura-ção de 30 minutos cada uma e foram registradas por meio de vídeos. Os dados foram coletados em questionário de satisfação e motivação dos usuários (pacientes, cuidadores e musicoterapeutas). A análise dos dados permitiu constatar os benefícios do software para apoiar intervenções musicoterapêuticas, aumentando a motivação e satisfação dos pacientes, além de facilitar o “Fazer Musical” de pessoas com deficiência física que possuem dificuldades em manusear os instrumentos musicais convencionais. O software pode contribuir de forma positiva para a motivação dos pacientes em tratamento de reabilitação musicoterapêutico.
Descritores: Paralisia cerebral – Musicoterapia – Reabilitação.
Ana Grasielle Dionísio Corrêa, Marilena do Nascimento, Irene Karaguilla Ficheman, Roseli de Deus Lopes
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2011; 5(11):10-17.
Avaliação do comportamento lúdico de crianças com paralisia cerebral
A paralisia cerebral (PC) é descrita como uma série de síndromes clínicas caracterizadas por distúrbios motores e alte-rações posturais permanentes de etiologia não progressiva que ocorrem em um cérebro imaturo. Essas alterações po-dem interferir no desempenho de atividades relevantes à funcionalidade de crianças, dentre elas o brincar. O brincar é um dos principais papéis ocupacionais na infância, sendo, assim, de grande interesse para o campo de pesquisa em terapia ocupacional. Esta pesquisa tem como objetivo descrever o comportamento lúdico de crianças com PC em relação ao interesse, capacidade, atitude e expressão. Participaram 20 crianças com PC na faixa etária entre 3 e 10 anos de idade. Os dados foram coletados por meio da aplicação da Avaliação do Comportamento Lúdico (ACL) adaptado transculturalmente para a população brasileira. As avaliações foram filmadas para análise, visando-se identificar os comportamentos lúdicos apresentados por cada criança por meio de quatro categorias: interesse geral, interesse e capacidade lúdica, atitude lúdica e expressões. Os resultados sugerem que a maioria das crianças com PC apresentou grande interesse pelo ambiente humano e sensorial, mostrou-se bastante curiosa e interessada em ações relacionadas aos objetos e espaço; entretanto, a capacidade lúdica se apresentou diminuída em função da limitação motora, sendo que, quanto mais motoramente comprometida, pior o desempenho relacionado às ações do brincar. Desta forma, intervenções que favoreçam essa capacidade podem melhorar o engajamento dessas crianças no desempenho ocupacional do brincar.
Descritores: Paralisia cerebral – Avaliação de desempenho – Terapia ocupacional.
Thaís Reis Santos, Luzia Iara Pfeifer, Daniela Baleroni Rodrigues Silva, Maria Paula Panuncio-Pinto
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2011; 5(11):18-25.
Evolução da função motora grossa de 100 crianças com paralisia cerebral submetidas a dez meses de reabilitação
A Paralisia Cerebral é uma alteração que acarreta limitações da função motora grossa e consequentemente limita a independência funcional desses indivíduos. O objetivo desse estudo foi verificar a evolução da função motora grossa de crianças com Paralisia Cerebral nos 5 níveis do Sistema de Classificação da Função Motora Grossa (GMFCS), comparar a evolução da função motora grossa entre os diferentes níveis do GMFCS e comparar a evolução em cada dimensão do GMFM-66, após 10 meses de reabilitação. Tratou-se de um estudo observacional e longitudinal, realizado em Goiânia-Goiás-Brasil, com 100 crianças com Paralisia Cerebral, nos 5 níveis do GMFCS, com idade entre 3,7 a 13 anos, com média de idade de 7,42 anos. A função motora das crianças foi avaliada pela Medição da Função Motora Grossa (GMFM-66) e o nível de comprometimento motor pelo GMFCS. Os resultados mostraram evolução importante da função motora grossa das crianças com Paralisia Cerebral tratadas, principalmente as dos níveis I, III e IV do GMFCS. Observou-se também melhora significativa das funções sentar, engatinhar, ajoelhar, ficar em pé, andar, correr e pular.
Descritores: Paralisia Cerebral – Função Motora – Reabilitação.
Enza Rafaella Martins Leite, Thereza Cristina R. Abdalla, Cejane Oliveira Martins Prudente
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2011; 5(11):26-33.
Análise funcional e cinemática da marcha em uma criança com paralisia cerebral quadriparética após intervenção na equoterapia
Este estudo objetivou analisar a influência da equoterapia na marcha de uma criança com Paralisia Cerebral Quadriparética (PC-Q). Selecionou-se uma criança, gênero feminino, três anos de idade, com diagnóstico clínico de PC-Q, avaliando-se a função motora segundo a GMFM-66 e o GMFCS, e a velocidade média da marcha no percurso de 1,23 metros. Após três meses de tratamento equoterapêutico, a criança foi reavaliada pelos mesmos parâmetros. Ao final do período proposto, observou-se que o nível do GMFCS manteve-se em III; houve aumento do escore geral e da dimensão Andar, Correr e Pular da GMFM-66 (37,79 para 42,85 e zero para 48,5, respectivamente), e diminuição da velocidade média final da marcha (de 0,20 m/s para 0,13 m/s). Desse modo, tratamento equoterapêutico influenciou positivamente a capacidade de realização da marcha da criança, permitindo a realização dessa função com melhor qualidade.
Descritores: Paralisia cerebral – Marcha – Fisioterapia – Função motora.
Vanessa Zambello, Cristina Iwabe
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2011; 5(11):34-37.
O uso da tecnologia assistiva para as atividades de uma criança com tetraparesia espástica em contexto escolar
O estudo se refere ao uso de Tecnologia Assistiva na escola por uma criança (6 anos de idade) com paralisia cerebral do tipo tetraparesia espástica. São apresentadas e discutidas quatro adaptações propostas e testadas em sala de aula. Os resultados permitem comentar o uso de adaptações para facilitar o desempenho funcional da criança com deficiência física na escola.
Descritores: Paralisia cerebral – Educação especial – Terapia ocupacional.
Daniel Marinho Cezar da Cruz, Sabrina Angélica Silvestrini Sanches
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2011; 5(11):38-43.
Terapia de indução do movimento em crianças com paralisia cerebral do tipo hemiplégico
A Terapia de Indução do Movimento se caracteriza pela restrição do membro superior não comprometido de pacientes hemiplégicos, como forma de estímulo ao uso do membro superior afetado. O objetivo deste estudo foi analisar a eficácia da Terapia de Indução do Movimento na funcionalidade do membro superior em crianças com Paralisia Cerebral do tipo hemiplégico. Trata-se de revisão em que foram pesquisados livros e artigos científicos dos últimos 10 anos. Os artigos analisados mostraram melhora na função motora, na qualidade do movimento, na força de preensão, na agilidade, na eficiência, no ganho de amplitude, na estabilidade da mão e do ombro, maior independência e frequência dos movimentos na realização de atividades de vida diária, melhora do uso da mão hemiplégica para atividades bimanuais e, inclusive, na espontaneidade e comportamento de crianças com Paralisia Cerebral.
Descritores: Paralisia cerebral – Terapia de Indução do Movimento.
Camilla Barros de Brito, Fernanda Máximo da Silva, Cejane Oliveira Martins Prudente
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2011; 5(11):44-48.
Aqui você encontra resumos de artigos científicos publicados na revista “Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral”. Para obter o artigo desejado na íntegra em PDF acesse o site www.memnon.com.br.

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