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Leia os resumos dos artigos da última edição do periódico sobre paralisia cerebral.

Volume 5 – Número 12

Habilidades de desempenho no brincar de crianças com paralisia cerebral
A paralisia cerebral pode ocasionar diversas limitações nas atividades, dentre elas o brincar, principal atividade de escolha da criança. A escala lúdica pré-escolar de Knox revisada (ELPK-r) avalia as habilidades de desempenho das crianças enquanto estão brincando em quatro dimensões: domínio espacial, domínio material, faz de conta e participação. O objetivo desta pesquisa foi avaliar as habilidades de desempenho de crianças pré-escolares com paralisia cerebral durante o brincar. Par-ticiparam cinco crianças com paralisia cerebral do tipo espástico, do sexo feminino, com idade entre 51 e 60 meses, pertencentes a famílias de baixa renda, com comprometimento motor leve a mode-rado. Os índices de desempenho variaram bastante entre os participantes; entretanto, os resultados apontam a influência do comprometimento motor e da função bimanual no brincar, apesar de essa influência não ser isolada, já que há outros fatores que podem contribuir positiva ou negativamente para o desenvolvimento integral da criança.
Luzia Iara Pfeifer, Lilian Cláudia da Rocha e Silva Pereira, Daniela Baleroni Rodrigues Silva, Maria Paula Panúncio
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2011; 5(12):4-11.
Teste de estereognosia: Comparação entre grupos de crianças com e sem paralisia cerebral do tipo diplegia espástica
Neste estudo, avaliou-se a estereognosia de 30 crianças com Paralisia Cerebral (PC) do tipo diplegia espástica e de 30 crianças-controle, com idades entre 7 e 8 anos, por meio do teste de estereognosia (número de acertos e tempo). Como resultado, foram evidenciadas diferenças significativas entre o grupo de crianças com PC e o grupo de crianças-controle no que concerne tanto ao número de acer-tos no teste quanto ao tempo de resposta. Dez por cento das crianças com PC apresentaram déficit nessa modalidade sensorial. Os resultados indicaram que crianças com PC necessitam manipulação mais prolongada para identificação do objeto.
Maria Cristina de Oliveira, Maria Cecília Marconi Pinheiro Lima, Daniel Marinho Cezar da Cruz
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2011; 5(12):12-16.
O uso de TheraTogs em criança com paralisia cerebral: estudo de caso
O objetivo deste estudo de caso foi avaliar o efeito do uso do TheraTogs nas posturas sentada e ortostática em uma criança com paralisia cerebral. Trata-se de paciente de 2 anos de idade com espasticidade de membros inferiores e membro superior direito, hipotonia de tronco associada a leve componente atetoide, nível IV do GMFCS. O TheraTogs foi usado por seis semanas, cinco horas por dia. As avaliações foram feitas por meio da GMFM-66, vídeos e informações da mãe. Os trata-mentos pelo conceito Bobath foram mantidos. As observações mostraram melhora imediata nas posturas sentada e ortostática durante a mesma sessão, quando utilizado o TheraTogs, verificados ao início e ao final da sessão por meio de vídeos. Ao final da intervenção de seis semanas também foi constatado ganho no controle das posturas sentada e em pé, e observado melhor controle do tronco, mesmo quando a criança não estava usando o TheraTogs, com ganho na pontuação total (de 30,55 para 34,84). A aceitação familiar foi um ponto positivo para o uso desse acessório. Entretanto, não pareceu ser um recurso capaz de substituir as terapias globais e as intervenções ortopédicas.
Cláudia Alcântara de Torre, Ariane Ferro Franzese
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2011; 5(12):18-21.
Aplicação da Medida Canadense de Desempenho Ocupacional a uma criança com paralisia cerebral na intervenção da terapia ocupacional
Os objetivos deste estudo foram identificar problemas no desempenho ocupacional de uma criança com paralisia cerebral (PC) relacionados ao desempenho nas Atividades de Autocuidado e promover suporte informacional aos pais relacionado à estimulação durante tais atividades. A Medida Ca-nadense de Desempenho Ocupacional (COPM) foi aplicada a uma criança neste estudo que se con-figura como estudo de caso. A intervenção terapêutica ocupacional constou de sessões de orientação à criança e aos pais de acordo com a demanda levantada. Foi, então, reaplicada a COPM, com o ob-jetivo de analisar a incorporação das orientações pela criança e pelos pais e de avaliar a efetividade da intervenção terapêutica ocupacional. Observou-se que a área do Autocuidado foi relevante para a criança. Escores maiores que 2 foram obtidos tanto na mudança no desempenho ocupacional como na satisfação do participante, indicando o sucesso da intervenção terapêutica ocupacional. Destaca-se que o uso de instrumentos validados, como a COPM, em pesquisas e intervenções da terapia o-cupacional, pode potencializar a visualização das metas e do suporte informacional junto à clientela. Concluiu-se que a COPM é um instrumento utilizado em terapia ocupacional que potencializa o envolvimento do cliente, neste caso, a criança, no processo terapêutico, o que torna sua ação mais significativa.
Letícia Massoni Martins, Patrícia Carla de Souza Della Barba
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2011; 5(12):22-29.
Tempo e frequência de uso do parapódio em crianças com comprometimento motor: revisão de literatura
Literatura sobre o equipamento parapódio foi realizada com o intuito de analisar o tempo e a frequência de seu uso do equipamento. Artigos publicados em inglês desde 19971 foram levantados nas bases de dados eletrônicas Pubmed / Medline, Lilacs e Scoups. O nível de evidência dos artigos revisados teve como referencial os critérios utilizados na Escala Pedro, e os artigos com pontuação maior que 3 de acordo com a Escala Delphi foram incluídos na revisão. Foram encontrados 10 artigos, dentre os quais apenas três atenderam aos critérios de inclusão e, desses, apenas um apresentava dados sobre o tempo e a frequência de uso do parapódio. Pôde-se perceber o quanto são escassas e antigas as publicações sobre o equipamento parapódio, o que sugere que as condutas clínicas referentes ao uso desse equipamento estão inadequadas. já que se tem pouco embasamento teórico para fundamentar a prática de prescrição e tempo de uso.
Laura Felisbino Geraldo, Alessandra Cavalcanti, Daniel Gustavo de Sousa Carleto, Karina Pereira
Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral 2011; 5(12):30-36.
Aqui você encontra resumos de artigos científicos publicados na revista “Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral”. Para obter o artigo desejado na íntegra em PDF acesse o site www.memnon.com.br.
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